terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Desculpas


          Perdoa-me, coração, essa falta grande, profunda. Perdoa minha moléstia absurda, cega, muda, surda. Traíra que sou! Não mereço um pingo do seu amor: eu sei! Eu sei!
          Arrisco beijar suas mãos, seus pés. Coloco meus joelhos no chão.
          Perdoa.
          Perdoa que se não eu morro, eu mato, eu pulo, atiro. Perdoa... Se não eu lato!
          E eu prometo, financio minha palavra, contrato, pago minha fiança: nunca, nunca, nunca mais compro um buquê de rosas vermelhas!
          Daqui por diante, só brancas.
          Só brancas, ou como você quiser que seja.

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